quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quem tem medo de Virginia Woolf?



Titulo Original: Who's Afraid of Virginia Woolf?

Direção: Mike Nichols

Roteiro: Edward Albee, Ernest Lehman

Atores: Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal, Sandy Dennis

Lançamento: 1966 (EUA)

Duração: 131 min

Gênero: Drama

Idioma: Inglês

Legenda: Português

Servidor: Megaupload

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Sinopse: George (Richard Burton), um professor universitário, e Martha (Elizabeth Taylor), sua esposa que é também filha do reitor, recebem no final da noite Nick (George Segal), um jovem professor, e Honey (Sandy Dennis), sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam mais ácidas e a verdade se torna algo muito deprimente

domingo, 23 de janeiro de 2011

cat power

Charlyn Marie Marshall, ou Chan Marshall, é a cantora que se auto denomina Cat Power para subir no palco.
Nascida em Atlanta, Georgia em 21 de janeiro de 1972, filha de um pianista, desde muito cedo entrou em contato com a música. Desde a adolescência se apresentava em pequenos bares em Atlanta, largando depois o ensino médio para morar em Nova York. Lá, sob o nome de Cat Power, realizou seu primeiro show em um Pub no Brooklin, segundo ela uma apresentação de improvisações, entre 1992/93.

Em 1994 abriu alguns shows da cantora Liz Phair e conheceu Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e Tim Foljahn (guitarrista do Two Dollar Guitar), que a encorajaram a gravar seus dois primeiros álbuns: “Dear Sir” (1995) e “Myra Lee”(1996). Ambos foram gravados em Nova York no mesmo dia, em dezembro de 1994.
Em 1996 assinou com a gravadora Matador e gravou seu terceiro álbum entitulado “What Would the Community Think”, lançando o clipe do single “Nude as the News”. Após uma turnê de 3 meses em 1996, Chan abandonou a cena musical para trabalhar como babá em Portland, no Oregon. Depois se mudou para uma fazenda em Prosperity na Carolina do Sul com seu namorado Bill Callahan (Smog).

“What Would the Community Think”, por um lado, mostra as composições mutualmente confessioais e passionais de Chan. Por outro, durante a turnê, a extrema timidez e o “pavor de palco” implicaram no abuso de substâncias, fazendo com que em inúmeras apresentações ela subisse ao palco embriagada e desorientada.
Chan Marshall planejava abandonar a música definitivamente, mas após uma noite de pesadelos surgiram as letras que iriam compor o álbum “Moon Pix”, gravado no Sing Sing Studios em Melbourne na Austrália. Com elogios da crítica, Cat Power passou a ser reconhecida pela cena do Indie Rock.

A cantora americana foi convidada a fazer o acompanhamento musical do filme mudo “A Paixão de Joana d´Arc”, uma produção francesa de 1998.

Em seus shows eram apresentados novos materiais e muitos covers, que deram origem ao álbum “The Covers Record” (2000), uma coletânea de versões tocadas por Chan entre 1998/99.
Em 2003, Cat Power voltou com canções novas no super elogiado álbum “You are free” que conta com a participação de músicos como Eddie Vedder e Dave Grohl.

No ano de 2004, ela lançou seu primeiro DVD, chamado “Speaking for Trees”, acompanhado de um CD de áudio, o qual possui a música “Willie Deadwalder”. Em 1996, Chan interrompeu sua turnê pelos EUA e pela Inglaterra por motivos de saúde. Mais tarde a própria cantora revelou ao The New York Times que estava em depressão profunda e com tendências suicidas devido ao uso de substâncias químicas e álcool, que passaram a fazer parte do cotidiano da cantora durante os ininterruptos shows e turnês desde 1998.

Após tratamento psquiátrico no Miami’s Mount Sinai Medical Center, Chan Marshall retornou recuperada e lançou aquele que é considerado o seu mais bem elaborado álbum: “The Greatest” de 2006. Esse disco tem a colaboração de Al Green e do guitarrista Teenie Hodges. Um flerte da musa indie com o soul.

Cat Power lançou em 22 de janeiro seu novo album, entitulado “Jukebox”, reunindo, em sua maioria, covers. Há apenas duas músicas de sua autoria: uma auto-releitura em Metal Heart, e Song For Bobby, escrita para Bob Dylan, de quem é uma grande fã.


Dear Sir (1995)



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Myra Lee (1996)

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What Would the Community Think? (1996)




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Moon Pix (1998)



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The Covers Record (2000)
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You Are Free (2003)


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The Greatest (2006)





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Jukebox (2008)



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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Comer, rezar e amar


SINOPSE

Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert sai da zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento.

Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.
DADOS DO ARQUIVO:
Diretor: Ryan Murphy
Indioma: Inglês
Legenda: Português
Duração: 134 min
Formato:RMVB
Qualidade: DVDrip
Tamanho: 300 mb

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pasolini e o Sexo Como Metáfora do Poder



“O sexo é hoje a satisfação de uma obrigação social, não um prazer contra as obrigações sociais”



Pier Paolo Pasolini, 1975




Saló, os 120 Dias de Sodoma



Norte da Itália, quatro senhores libertinos (o Duque, o Monsenhor, o Presidente do Tribunal, o Presidente do Banco Central) sodomizam, estupram, torturam e encarceram dezesseis adolescentes dos dois sexos, capturados com a ajuda de tropas alemãs. Quatro senhoras libertinas completam o quadro, elas fornecem um estímulo para seu trabalho através de narrativas de sua própria vitimização quando eram ainda crianças ou jovens submetidas à autoridade masculina. O episódio fictício é ambientado na República de Saló, último refúgio do ditador Italiano Benito Mussolini entre 1943 e 1945.


Pasolini articulou o texto do Marquês De Sade, Os 120 Dias de Sodoma (Les 120 journées de Sodome, ou l'École du libertinage, 1785), como pano de fundo de Saló, e o texto do século dezoito que referia-se a aristocracia francesa incorporou os quatro senhores fascistas italianos. Uma série de elementos repugnantes marca as imagens do último filme de Pasolini: coprofilia, necrofilia, olhos arrancados com colheres, escalpelamentos, surras.


Entretanto, um detalhe talvez mais revelador seja o fato de que a maioria das vítimas acaba colaborando com o Poder ao denunciar aqueles que não respeitam as regras.

 
Ao ser lançado, em 1975, o filme sofreu uma avalanche de censuras. O Tribunal de Milão considerou-o um atentado ao pudor, acusando Pasolini de “obscenidade alucinante”. Os negativos do filme foram seqüestrados, e foi censurado em toda a Itália. Ele só pode estrear no ano seguinte, em Milão. Os produtores foram acusados de obscenidade e corrupção de menores, em processos que correram até 1978 (portanto, três anos após a morte de Pasolini). Na França, a proposta de proibição total foi substituída pela projeção num único cinema, em Paris. Cartazes foram proibidos e os ingressos só seriam vendidos por telefone. No resto do mundo, a censura foi igualmente sistemática (1).



O Prazer do Escravo

Numa entrevista durante 1975, quando ainda não havia terminado as filmagens, Pasolini esclareceu o que de fato ele quis dizer com esse filme. Ao contrário do que normalmente se imagina, o sexo e a violência presentes no filme não têm como objetivo servir de pano de fundo para um simples desfile de hábitos devassos e pornográficos. De fato, segundo Pasolini, essa é apenas a conclusão que o poder deseja que as pessoas cheguem.


Mas quem deseja que as coisas sejam compreendidas neste sentido? Por que este filme foi censurado assim que foi lançado? Por que, até hoje, é difícil encontrar uma cópia? Por que, em alguns países ele só pode ser encontrado na prateleira de filmes pornográficos?


Voltando um pouco no tempo, nos filmes da chamada Trilogia da Vida (1970-1974) (2), Pasolini queria mostrar uma sexualidade cujo desfrute fosse uma compensação à repressão exercida pelo Poder. De acordo com o cineasta, isso estava para acabar na cultura Ocidental. Como um presságio disso, esses filmes foram deglutidos pelo sistema neocapitalista e seu significado libertário original foi substituído pelo rótulo neutralizador de "pornográfico".

 
Como a indústria pornografia estava começando a se espalhar, para em seguida explodir no mercado com o surgimento do videocassete, era muito conveniente que seu conteúdo fosse neutralizado pela sociedade que fazia da repressão seu modo de vida.

 
Por este motivo, Pasolini abjurou os filmes da Trilogia da Vida. Se os três filmes que exaltavam o corpo fossem considerados apenas pura pornografia, ele não queria ser visto como aquele que os produziu. Pasolini começou a pensar em uma Trilogia da Morte, da qual Saló seria o primeiro tomo. De acordo com ele, a sociedade Ocidental é falsamente tolerante em relação ao sexo. Na verdade, ela o utilizaria para manter as pessoas presas a uma sexualidade que passaria a ser triste e obsessiva. É uma permissividade sexual contraditória porque é imposta.

“Vivemos, portanto, isto que acontece hoje. A repressão do poder tolerante, que, de todas as repressões, é a mais atroz. Nada mais de alegre existe no sexo.

Os jovens são ou brutos ou desesperados, maus ou derrotados...”(3)





O sexo em Saló, ou os 120 Dias de Sodoma nada mais é do que uma representação desta situação: somos escravos de um sexo bruto e obrigatório. Além disso, a suposta tolerância sexual na sociedade de consumo também faz do sexo a metáfora do poder para aqueles que são subordinados a ele. É a comercialização (ou alienação) do homem, a redução do corpo a coisa através da exploração. Pasolini conclui: “o sexo é chamado a desempenhar em meu filme um papel metafórico horrível. Totalmente oposto ao da Triologia [da Vida] (se, nas sociedades repressivas, o sexo também era uma zombaria inocente em relação ao poder)” (4).


Pasolini tomou a República de Saló como símbolo desse poder que transforma homens em objetos. De acordo com Pasolini, o poder arcaico, tornado símbolo de todo poder, pode ser captado pela imaginação em todas as suas formas possíveis: como o poder anárquico. Como lembra Pasolini, “nunca o poder foi tão anárquico quanto durante a República de Saló” (5). Pasolini lembra também que o Marquês De Sade foi o grande poeta da anarquia do poder!


“No poder – em qualquer poder, legislativo e executivo – existe alguma coisa de animalesco. Em seus códigos e seus prazos, de fato, outra coisa não se faz que sancionar e atualizar a mais primordial e cega violência dos fortes contra os fracos: isto é, digamos ainda uma vez, dos desfrutadores contra os desfrutados. A anarquia dos desfrutados é desesperada, idílica, e sobretudo dobrada no vento, eternamente não realizada. Enquanto a anarquia do poder se concretiza com a máxima facilidade em artigos de códigos e nos prazos. Os poderosos de De Sade não fazem nada além de escrever Regulamentos e regularmente aplicá-los” (6)



Se a questão de Saló, ou os 120 Dias de Sodoma é esta, dá o que pensar o esforço de décadas para deixá-lo fora do alcance. Primeiro, o consumismo distorce sua mensagem em pornografia. Em seguida, mantém-se as proibições de sua circulação, o que ao mesmo tempo pode aumentar o interesse distorcido (objetivo do neocapitalismo) e manter o filme longe dos debates e análises que poderiam dar publicidade ao real objetivo de Pasolini.